Tudo que sinto sou eu
Tudo que amo
Tudo que sofro e tolero
Sao pedacos de mim expostos ao vento...
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
sábado, 4 de setembro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
O espantalho e a mariposa
No seu milharal de fantasias
Ele é boneco a que tudo assiste impávido
Ela uma pequena intrusa que teimosa roça seu rosto e o chama pra brincar
Inquieta, não sossega diante da estaticidade do amigo
E deixá-la pousar suavemente no seu ombro troncho
Para descansar sob seus cabelos de palha
Sonhando que juntos possam um dia de mãos dadas passear
Ele é boneco a que tudo assiste impávido
Ela uma pequena intrusa que teimosa roça seu rosto e o chama pra brincar
Inquieta, não sossega diante da estaticidade do amigo
E sem compreender, dança dança até cansar
Ou também seria o contrário
Ele o maestro de uma música louca
Ela delicada bailarina
Esforçada em afinar os passos com seus acordes
Executa a bela coreografia que o deixa encantado a ponto de baixar a guardaE deixá-la pousar suavemente no seu ombro troncho
Para descansar sob seus cabelos de palha
Sonhando que juntos possam um dia de mãos dadas passear
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Parte I
Em parte o que se há sofrido
Se parte nesse chão batido
A parte o coração partido
Parte em ruas sem sentido
Se parte nesse chão batido
A parte o coração partido
Parte em ruas sem sentido
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Do not push the button
Entre o excesso e o marasmo
Entre o que quero e o duvido
Nada além de poesia
Pra mim agora faz sentido
Entre o que quero e o duvido
Nada além de poesia
Pra mim agora faz sentido
domingo, 26 de abril de 2009
Pequena consideração sobre o amor
O que penso do amor?
Do amor não penso nada
É um território estranho ainda não inundado pela confusa da minha alma
Eu penso que tudo que penso é sobre desejo
Em suma, amor é mistério
Eu entendo é de beijo
Do amor não penso nada
É um território estranho ainda não inundado pela confusa da minha alma
Eu penso que tudo que penso é sobre desejo
Em suma, amor é mistério
Eu entendo é de beijo
segunda-feira, 6 de abril de 2009
"Canta uma esperança desatinada para que enfureçam silenciosamente os cadáveres dos afogados.
Canta para que grasne sarcasticamente o corvo que tens pousado sobre tua omoplata atlética.
Arranca do mais fundo a tua pureza e lança-a sobre o corpo felpudo das aranhas.
Ri dos touros selvagens carregando nos chifres virgens nuas para o estupro nas montanhas.
Pula sobre o leito cru dos sádicos, dos histéricos, dos masturbados e dança!
Dança para a lua que está escorrendo lentamente pelo ventre das menstruadas.
Deita a tua alma sobre a podridão das latrinas e das fossas.
Por onde passou a miséria da condição dos escravos e dos gênios.
Canta! Canta demais!
Nada há como o amor para matar a vida.
Amor que é bem o amor da inocência primeira!
Canta! O coração da donzela ficará queimando eternamente a cinza morta.
Para o horror dos monges, dos cortesãos, das prostitutas e dos pederastas.
Suga aos cínicos o cinismo, aos covardes o medo, aos avaros o ouro.
E para que apodreçam como porcos, injeta-os de pureza!"
Trecho de Balada Feroz- Vinícius de Moraes
Canta para que grasne sarcasticamente o corvo que tens pousado sobre tua omoplata atlética.
Arranca do mais fundo a tua pureza e lança-a sobre o corpo felpudo das aranhas.
Ri dos touros selvagens carregando nos chifres virgens nuas para o estupro nas montanhas.
Pula sobre o leito cru dos sádicos, dos histéricos, dos masturbados e dança!
Dança para a lua que está escorrendo lentamente pelo ventre das menstruadas.
Deita a tua alma sobre a podridão das latrinas e das fossas.
Por onde passou a miséria da condição dos escravos e dos gênios.
Canta! Canta demais!
Nada há como o amor para matar a vida.
Amor que é bem o amor da inocência primeira!
Canta! O coração da donzela ficará queimando eternamente a cinza morta.
Para o horror dos monges, dos cortesãos, das prostitutas e dos pederastas.
Suga aos cínicos o cinismo, aos covardes o medo, aos avaros o ouro.
E para que apodreçam como porcos, injeta-os de pureza!"
Trecho de Balada Feroz- Vinícius de Moraes
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Recorte
São mil as possibilidades de me ver enraizada
E no entanto paira essa sensação hostil
De uma falta de chão
Nesse chão que eu ainda piso tal qual uma inválida
Essa segurança um pouco solta
Dentro de mim se desamarra
E eu me jogo no corrimão dessas escadas
Numa recusa à vertigem
Cedo à queda e à gravidade que me chama
E me uno a terra pra colher a sua força
Mas logo dela também me desenlaço
Que já do alto me convidam as nuvens a um bailado intenso
E viro ar até embrulhar o estômago
E me estilhaçar até o pó
Assim sendo, pó, sou recomeço
E no entanto paira essa sensação hostil
De uma falta de chão
Nesse chão que eu ainda piso tal qual uma inválida
Essa segurança um pouco solta
Dentro de mim se desamarra
E eu me jogo no corrimão dessas escadas
Numa recusa à vertigem
Cedo à queda e à gravidade que me chama
E me uno a terra pra colher a sua força
Mas logo dela também me desenlaço
Que já do alto me convidam as nuvens a um bailado intenso
E viro ar até embrulhar o estômago
E me estilhaçar até o pó
Assim sendo, pó, sou recomeço
E daí é só um passo pra me modelar em flor ou visitante
Expectar na galeria escura
Ou me inundar na imundície deliciosa de pântanos e de charcos
É tudo minha casa
Embora eu não a preencha como deveria
Falta a altura certa ao meu corpo pequeno
E me faltam portas à imaginação alargada
No final das contas me falta é apenas dizer:
que não, não falta nada
19/12/2007
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Auto afirmada
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Sem dó nem piedade...
É preciso romper com o mundo
Mesmo quando ele, imundo
Te dá um tapa na cara
Te acerta, sem vacilar
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Amor que com amor não se paga
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Euforia desatinada
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Antologia cotidiana

A vida te atormenta com questões idôneas
Te faz concessões frágeis
E confissões sutis
Quem és tu no teu cotidiano vil?
Movimentando-se por reprimendas
E se ocultando em documentos mil?
Essa crise de identidade
Que vai te levando além
Deveras vai te afogando
Num chá de desespero
E nesse destempero
Tu vais deixando aquém
Todas as tuas expectativas
Transformas-te em questões mesquinhas
Vais e vens
Entre picuinhas
Depois te entregas à cirurgia plástica
E num passe de mágica
Renovas-te, numa medida prática
Te satisfazes de maneira sádica
E nem sequer te lembras do que tu eras
Ou do que tu és?
Quem saberá?
14/09/07
Te faz concessões frágeis
E confissões sutis
Quem és tu no teu cotidiano vil?
Movimentando-se por reprimendas
E se ocultando em documentos mil?
Essa crise de identidade
Que vai te levando além
Deveras vai te afogando
Num chá de desespero
E nesse destempero
Tu vais deixando aquém
Todas as tuas expectativas
Transformas-te em questões mesquinhas
Vais e vens
Entre picuinhas
Depois te entregas à cirurgia plástica
E num passe de mágica
Renovas-te, numa medida prática
Te satisfazes de maneira sádica
E nem sequer te lembras do que tu eras
Ou do que tu és?
Quem saberá?
14/09/07
terça-feira, 28 de agosto de 2007
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
"Deixei atrás os erros do que fui
Deixei atrás os erros do que quis
E que não pude haver porque a hora flui
E ninguém é exato nem feliz.
Tudo isso como o lixo da viagem
Deixei nas circunstâncias do caminho
No episódio que fui e na paragem
No desvio que foi cada vizinho
Deixei tudo isso, como quem se tapa
Por viajar com uma capa sua
E a certa altura se desfaz da capa
E atira com a capa para a rua"
Fernando Pessoa
Deixei atrás os erros do que quis
E que não pude haver porque a hora flui
E ninguém é exato nem feliz.
Tudo isso como o lixo da viagem
Deixei nas circunstâncias do caminho
No episódio que fui e na paragem
No desvio que foi cada vizinho
Deixei tudo isso, como quem se tapa
Por viajar com uma capa sua
E a certa altura se desfaz da capa
E atira com a capa para a rua"
Fernando Pessoa
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
O dilema
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